A vida é o que acontece com você

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“Life is what happens to you while you’re busy making other plans”

“A vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo outros planos”.

A frase acima, que gerou a reflexão que você lê a seguir neste post, é de John Lennon. Na verdade é um verso de “Beautiful Boy”, música que ele compôs para seu filho Sean. 

Fica, portanto, a sugestão. Dê o play no vídeo abaixo e escute a música enquanto segue com a leitura. 

Um conceito que parece simples, esse o do verso. Mas que não é fácil de aplicar. 

A eterna busca pelo equilíbrio entre o emocional e o racional. E vêm as perguntas: 

O que bloqueia nossos talentos, nossos instintos? O tempo? O ambiente em que vivemos? As pessoas que convivemos? 

No fim das contas nada disso importa? Pois parece que o Universo parece te puxar de volta para o que quer que esteja “planejado” para você. 

E se não existir um plano? E se a busca pelo equilíbrio entre o emocional e o racional apenas gerar uma busca por um sentido nas coisas que simplesmente não existe?

A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo planos. O tempo está correndo. 

Hora de viver. 

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My Depression

my-depression-the-up-and-down-and-up-of-it-380Sem querer, me deparei hoje com um documentário incrível produzido pela HBO chamado “My depression: The up and down and up of it”. Confesso estar emocionado. Trata-se de uma animação dirigida por Elizabeth Swados, David Wachtenheim e Robert Marianetti. A produção tem uma linguagem bem leve para um tema pesado, apoiada também em sequências musicais. Como este post não tem a intenção de fazer uma análise sobre o documentário em si, basta uma busca no Google para saber mais sobre a autora e sua obra. Quero falar sobre a depressão em si e como vejo algumas coisas relacionadas a ela.

Em anos batalhando contra essa doença, vi pouquíssimos retratos tão bem feitos sobre depressão como esse. Cada caso é um caso, obviamente, mas este documentário é o que mais se assemelha ao que eu enfrentei/enfrento. Algumas pessoas com depressão se “livram” mais facilmente. E outras estão aí para uma batalha mais longa, mais dura.

Um fator que complica muito esta jornada é a desinformação das pessoas em volta de quem tem depressão. Amigos, família, colegas de trabalho. Todos acham que é algo simples e que o depressivo é um fraco, que ele se desfaz com as mínimas coisas que nem são um problema tão grande assim e por aí vai. Admita, você já pensou isso se teve que lidar com uma pessoa depressiva. No fim das contas, porém, a batalha é sim da pessoa. Ela tem que se encontrar e buscar forças para seguir em frente. Seja através de tratamento psiquiátrico, psicológico, religioso…

Contudo, quando ela olha para seus entes queridos e não se vê em um círculo de julgamento e apontamento de dedos, o caminho se torna menos tortuoso. Quero reiterar, portanto, que a informação sobre a doença é muito importante. E documentários como esse podem ajudar tanto alguém que tem depressão como alguém que conhece quem luta contra ela, seja um amigo ou um familiar ou apenas um conhecido distante.

A internet é maravilhosa por isso. A troca de experiências e o conhecimento está a um clique no nosso computador, ali dentro dos nossos bolsos nos nossos smartphones, em todos os lugares. Basta apenas um pouco de boa vontade. Portanto, no lugar de ver gatinhos fofos, reserve 30 minutos do seu dia para assistir esse documentário. Ele estreou na programação da HBO no último dia 13 e está disponível no NOW e também no HBO Go.

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Sem Controle

Algumas coisas realmente estão muito além do nosso controle.
Queria poder desligar a cabeça e simplesmente deitar no travesseiro e dormir. Não entendo pra quê tanto tráfego de dados entre neurônios à uma da manhã.

Mas eu não consigo.

Queria poder dar um jeito nesse calor absurdo que não me deixa descansar e, assim, faz com que eu passe mais tempo acordado. Porra, deveria ter plano de dados para o cérebro também.

Mas eu não consigo.

Queria poder simplesmente encontrar palavras mais bonitas para colocar nesse texto e não deixá-lo com essa cara mimizenta.

Mas eu não consigo.

Malditas coisas que não posso controlar.

A merda da vida é minha. Vocês não têm esse direito, calor, cérebro…coração!
Ah, o coração. Esse é mais incontrolável do que o tempo, a cabeça, as palavras ao vento…
Esse eu achava que tinha controle. Mas há um bom tempo ele se foi. Entrou numas de funcionar no automático e parece ter desativado algumas funções.

Nesse caso faz falta o calor. Aquele calor que faz você perder o controle. Ou dar ele para alguém.

O controle do coração, tãopouco o descontrole, eu também não consigo encontrar. Nem eu, nem você, nem ninguém!

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Tá escuro

Tá escuro.
Mas amanheceu.
Me escondi atras da cortina fechada.
Escrevendo sob a luz que vem da tevê.
Passei o dia procurando o que ver.
Nada de bom. Ok, até ri.
Escureceu lá fora.

Veio a madrugada. Veio a manhã. Veio a insônia.
Veio a manhã. Vieram as olheiras. Veio a semana seguinte. Manteve-se a
escuridão. Apague a luz, gritei.

Onde você dormiu naquela noite?

No sonho você aparecia.

Na frente do espelho está muito claro. O cabelo uma bagunça. Já tive o
cabelo grande. Tá demorando pra crescer. Cortei faz mais de dois
meses, porra. Por que não cresce mais a merda do cabelo?
No sonho ele fica grande.

E nada de você aparecer.
No sonho você estava lá.

Apaga a porra da luz!

Onde você estava naquela noite?
A casa sumiu no sonho. Não sobrou nem a tevê. Os ratos se foram. Só não tão rápido quanto os amigos.

O sonho acabava.
A noite não.
E você não voltou.
A luz se acendeu. O corpo acendeu. E, de novo, a alma gritou…

Apaga a porra da luz!

Um dia vai que volta.

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Para onde foi?

Para onde levaram o sorriso?

Para onde levaram o entusiasmo?

Estaria num fundo de garrafa escondido?

Ou se esvaindo como as cinzas de um cigarro?

 

Para onde levaram o amor?

O que fizeram com aquela animação?

Estaria buscando o impossível,

vivendo apenas uma ilusão?

 

Para onde levaram os sonhos?

Para onde levaram a ferida?

Estaria atrás de um fim

para iniciar, enfim, sua vida?

 

Para onde levaram sua alma,

vagando, sem rumo, por aí?

Para onde foi, me pergunto,

ou será que nunca esteve aqui?

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Sobre avestruzes e espelhos ou aquele da auto-análise

 

E é bem verdade que a única certeza que temos na vida é a morte. Pra mim, a segunda é que tenho medo da vida.

Avestruzes, quando assustados, cavam um buraco no chão para enfiar a cabeça. Sacanas espertos e suas penas. Os avestruzes também são animais muito depressivos e com tendências suicidas. Curioso, não?

Bem, ainda não tive o dom de sair com uma britadeira pelas ruas para cavar um buraco toda vez que me sinto ameaçado. Eu simplesmente travo e não consigo sequer conversar.

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Expectativas

Vai.
Abra os olhos.
Acorde.
Levante.
Lute.
Conquiste.
Supere.
Impressione.
Vença.

Todos estão contando com você.

Seu pai, sua mãe, seus avós, seu tio, sua tia, seu vizinho, seus primos, seu cachorro, seu gato, seus amigos, seu pássaro preto, seu vizinho, o motorista do ônibus, o dono do bar, o pizzaiolo, a puta, seu chefe, o gari…

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